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One Day, One Song

Devia ser só mais uma sexta-feira 13 em Paris

Quando as palavras faltam, restam-nos as palavras. Esta sexta-feira, 13 de novembro de 2015, ficará na história, infelizmente. Paris mudou. O mundo mudou.

Foto: Le Monde

13 de novembro de 2015. Mais uma sexta-feira 13, como tantas outras. Um jogo amigável, um jantar com os amigos e uma noite de música. Infelizmente, ao início da noite começou a escrever-se um novo parágrafo negro na história da humanidade: vários ataques terroristas mataram cerca de 120 pessoas em Paris. 

 

Devia ser só mais uma sexta-feira 13. Mais um dia de azar, para quem é supersticioso. Mas o Estado Islâmico - que já emitiu um comunicado onde reivindica oficialmente os atentados  - não deixou e matou em jeito de vingança, dizem aqueles cujo os rostos desconhecemos, cujas as motivações não entendemos.

 

Tudo isto aconteceu em Paris. Aqui ao lado. Na cidade do amor. Na cidade da Torre Eiffel e do Louvre. No país que levantou a bandeira pela liberdade, igualdade e fraternidade. É o segundo atentado no espaço de 10 meses, o maior dos últimos 30 anos em França. Sabemos que não será o último; não sabemos como, quando e onde será o próximo. 

 

As perguntas são muitas, as respostas podem ser várias. O mundo acordou diferente. Este sábado, 14 de novembro de 2015, o sol não nasceu para todos.

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O medo impera. Era o objetivo do Estado Islâmico. Dizem-nos para não ter medo, para seguir em frente, para não partilhar imagens dos atentados (...) porque é isso que eles querem. Mas não somos os mesmos depois destes acontecimentos. Temos medo, vamos desconfiar sempre. O que podemos fazer? Como aprender a lidar com esta (nova) realidade? É possível aprender?

 

Há uma mixórdia de pensamentos e de temas que invadem os media. A identidade nacional, a imigração, o terrorismo, a guerra e os refugiados são alguns dos assuntos que preenchem os temas da cena mediática. Nas últimas semanas, revistas como a OBS, dão-nos conta de que uma série de personalidades de direita têm defendido que o multiculturalismo é uma utopia e que a integração é uma miragem. O debate acentua-se. Será que uma sociedade aberta é uma ilusão? Para onde vamos e para onde queremos ir? 

 

Ps. É disto que os refugiados fogem. 

 

Suguetões de leituras sobre o tema:

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What ISIS Really Wants - The Atlantic  

Adeptos cantam A Marselhesa durante a evacuação do Stade de France  - Público 

A porteira portuguesa que acolheu sobreviventes dos ataques em Paris - RR

Luto nos jornais franceses - Expresso

“Internet ha organizado por primera vez la imbecilidad” - El País

Um português morto nos atentados - SAPO 24

Social media reacts to the Paris massacre - BBC 

"Imagine" played on a mobile piano near the #Bataclan in Paris - Twitter

Attaque à Paris : dans les rues, l'effroi et les hommages - Le Monde

‘No Justification’ for Terrorist Attacks, Pope Says - The New York Times

 

Da ficção à realidade: 

A 8 de outubro foi para o ar nos Estados Unidos o terceiro episódio da quinta temporada de "Scandal". O título era: "Paris Is Burning".

 

Na nova temporada de "Segurança Nacional", Carrie Mathison vai viver para Berlim. Na capital alemã, a CIA enfrenta novos problemas que envolvem o ISIS.